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Terceiro ano: a preparação para o ENEM

Começa 2017 e o #EUEstudante do EstudaVest continua! Para abrir o ano, a Vitória mostra pra gente como foi o terceiro ano do Ensino Médio. Depois de prestar ENEM como treineira duas vezes, ela conta como lidou com as mudanças de rotina, a pressão e todo o contexto de preparação para o “ENEM pra valer”. Confiram:

 

Primeira semana de aula do meu terceirão. A palavra “ENEM” já havia sido dita mais de 20 vezes por cada professor. A média da escola havia aumentado, e as provas entraram no mesmo ritmo. A mensal com 45 questões, porém em dias diferentes, e a bimestral, humanas e natureza juntas, assim como linguagens e matemática, totalizando 90 questões mais redação. Detalhe: nós tínhamos uma semana para estudar.

Eu já tinha pirado, é claro! Já estava pensando como seria minha rotina de estudos escolar e outra já com foco no ENEM. Até porque, eu precisava passar nos dois. No colégio, dava pra perceber que o clima entre os alunos era diferente. Com certeza esse era o maior assunto. Todos os professores mudaram, eram exclusivos de terceiro ano (só uns três que talvez não). Além do que, a maioria das matérias tinha mais do que apenas um professor, como química e física, em que eu tinha três de cada. Ou seja, era conteúdo que não acabava mais.

Todos os assuntos eram totalmente voltados para o ENEM, os professores eram extremamente focados em nos preparar, e isso me passava muita segurança. Assim que eu comecei a montar minha rotina, eu pesquisava na internet alguns exemplos e vi que não ia aguentar aquilo. Então resolvi fazer a minha própria. Eu estudava até eu ver que realmente não dava mais, estourando até às 21h. Quando eu via que não ia mais aguentar, eu dormia com gosto. Em maio, o colégio ofereceu um curso de exatas, três dias por semana. Fiz. Mas eu também tinha inglês, e aí comecei a sentir o peso.

Rotina

Segunda: dia “livre”, como eu disse, não cronometrava os horários, mas em média das 14h às 20h ou 21h com intervalo de duas horas intercaladas, então não ficava aquela coisa forçada e exaustiva. Terça: curso de inglês por duas horas e voltava pro colégio pra duas horas do curso de química. Quarta: estudava em casa, mais duas horas na escola do curso de física. Quinta: frequentava a oficina de redação que o colégio ofereceu mais duas horas do curso de matemática. Sexta: provas do colégio. Gente, socorro!

O cansaço mental é o pior que eu já vi. E eu sou toda sentimental, pessimista, exigente demais comigo mesma, e acabei me cobrando ao extremo. Mas eu sabia que isso não podia me derrubar. Com toda essa rotina, eu resolvi separar o domingo pra ficar vegetando mesmo, nem tocava nos livros. Além de que, o tempo passava muito rápido. Eu precisava manter a média no boletim e confesso que não foi fácil! O melhor de tudo foi que 90% do que estudávamos em sala eu sabia que caía no ENEM, então isso me ajudava muito.

Além disso, eu precisava de outras fontes pra estudar. Comecei a assistir vídeo aula, lia resumos na internet, comprei um livro de mais de mil questões só do ENEM, fazia meus próprios resumos, falava sozinha, pedia ajuda pros amigos e por aí ia! Até as férias do meio do ano estavam uma loucura. Às vezes, se eu ia pra casa de um parente ou algo assim, sempre andava com um livro ou resumo na mão, quando não estava fazendo nada, dava uma lida básica. O colégio deu três semanas de férias, e foi muito importante e necessário. Eu teria que rever muitas coisas da minha rotina, eu teria que melhorar minha alimentação, meu descanso e minhas noites de sono.

Como era sempre muito corrido, eu acabava não me alimentando tão bem quanto devia por pura empolgação dos estudos. E isso estava me fazendo muito mal. Sim, até disso eu tive que cuidar. Comecei a levar meu próprio lanche pra escola, como pão, frutas e algo que realmente iria matar minha fome. Enquanto estudava sempre deixava uma garrafa d’água e frutas picadas por perto. Mas eu não deixei de comer uma coisa: meu sagrado chocolate. Senhor da glória! Eu não sou de me empanturrar, mas quando eu via que eu estava pra pirar ou pra morrer de sono, eu dava uma mordida e a energia era  renovava! Se é psicológico, não sei, mas me ajudou muito!

Assim que as férias acabaram, tanto os professores quanto os alunos voltaram se descabelando. E, uma coisa que eu valorizei muito no meu terceiro ano, foi que eu me surpreendi com todos os meus professores. Todos eram muito dedicados, brigavam quando necessário, e isso fez a turma toda amadurecer junta. É incrível como os professores ficam tão preocupados quanto nós alunos, e eu realmente fiquei muito chocada com o laço que nós criamos. Eu escutava as vozes deles em todo lugar, já estava ficando louca! Eu falava muito sozinha. Via um raio ou escutava um trovão “bom, isso acontece porque a velocidade da luz...”, sentia câimbra “aconteceu uma concentração de ácido lático...”. Não dava pra entender o que estava acontecendo.

Eu tinha chegado a um ponto em que eu acordava de madrugada pensando que tinha perdido a prova, ou então tinha que falar todo o conteúdo que eu tinha estudado senão eu não voltava a dormir. E é claro que eu sabia que isso precisava mudar. Afinal, faltavam poucos meses e aí a maior prova da minha vida chegaria!

 

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Fonte:

Sou Vitória Paes, tenho 16 anos e moro em Cuiabá, Mato Grosso. Sou vestibulanda de Medicina, escritora nas horas vagas, amante de livros e de Reign.
Meu face: https://www.facebook.com/vitoria.paes.986


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